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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

BASSET HOUND

O Basset Hound tem uma carinha fofa e um temperamento bem dócil. É ótimo para conviver com crianças. Porém, pode ter diversos problemas de saúde por causa da sua coluna.

Origem e história da raça

A primeira menção ao cachorro Basset foi encontrada em um texto do século 16 sobre caça ao texugo. Espécimes de pernas encurtadas aparecem em muitas raças desde os tempos mais remotos, mas é difícil saber em que momento esses cães foram produzidos assim intencionalmente e quais deles levaram ao atual Basset Hound. A palavra basset deriva do francês “bas”, que significa “baixo” ou “anão”, o que indica que a prova definitiva da origem da raça vai ser difícil de encontrar. Cães de pernas curtas eram usados pelos franceses para caçar a um ritmo mais lento, mas a maioria desses cachorros se dispersou durante a Revolução Francesa e o destino deles não foi documentado. A história fica mais clara após a Revolução, quando um grande número de cidadãos comuns retomou as caçadas, normalmente com a ajuda de armas. Eles precisavam de um cachorro que pudessem seguir a pé, mas que tivesse um bom faro e uma estrutura óssea forte e pesada: uma nova versão dos cães de caça da aristocracia, mas com pernas mais curtas. Como o Basset não podia alcançar a velocidade de sua presa, era menos provável que a presa corresse, se tornando um alvo mais fácil para os caçadores armados. Esses cães podiam caçar qualquer mamífero, mas eram especialmente adequados para a caça de coelhos e lebres. Foram criadas quatro versões diferentes de cães de pernas curtas, sendo o Bassets Normando o mais próximo dos bassets atuais. No final dos anos de 1800 e depois novamente nos anos 30, foram feitos cruzamentos com os Bloodhounds para aumentar seu tamanho. Novos cruzamentos aconteceram até chegar ao Basset Artesiano Normando. Os primeiros bassets foram levados à Inglaterra e à América no final dos anos de 1800, e o interesse pela raça cresceu gradualmente. Em meados de 1900, a expressão engraçada dos Bassets garantiu a ele um lugar permanente na publicidade, no entretenimento e nos corações de muitas famílias.


Temperamento do Basset Hound


O Basset Hound é uma das raças mais bem-humoradas e fáceis de conviver. Ele é amável com cachorros, outros animais de estimação e com crianças, embora as crianças precisem tomar cuidado para não pressionar suas costas durante as brincadeira. Ele é de temperamento calmo, mas precisa de exercícios regulares para manter a forma. Ele prefere investigar lentamente, e adora farejar e seguir rastros. Ele é um perseguidor talentoso e determinado, e não é fácil tirá-lo do seu curso. Por causa disso, ele é capaz de seguir um rastro até acabar se perdendo. Ele tende a ser teimoso e lento. Ele tem um latido alto que ele usa quando se empolga seguindo uma trilha.


Cuidados com o Basset Hound

O Basset precisa de exercícios diários leves, e se satisfaz comum passeio de coleira ou brincando no quintal. Ele fica melhor vivendo dentro de casa com acesso ao quintal. Seu pelo precisa de uma higiene mínima, mas precisa de uma limpeza mais frequente ao redor da boca e das rugas. Bassets costumam babar.
 

Saúde do Basset Hound

Principais Preocupações: claudicação na pata dianteira, OCD, entrópio, ectrópio, otite
externa, doença do disco intervertebral, glaucoma, vWD, CTP, gástrica
torção
Preocupações Menores: cistos nas patas e infecções
Vistos Ocasionalmente:luxação da patela
Exames Sugeridos: olhos, sangue
Expectativa de vida: 8-12 anos
Observações: a obesidade é um problema para essa raça, especialmente porque
contribui para a doença do disco intervertebral.



Preço do Basset Hound

Quanto custa um Basset Hound? O valor do Basset Hound depende da qualidade dos pais, avós e bisavós da ninhada (se são campeões nacionais, internacionais etc). Pra saber quanto custa um filhote de todas as raças, veja nossa tabela de preços aqui: preço de filhotes de cachorro. Veja aqui porque você não deve comprar um cachorro em classificados na internet ou em petshops. Veja aqui como escolher um canil.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

Animais - Dadores de Sangue

Esta campanha fantástica, que está a ser realizada por um grupo de estudantes em Porto Alegre, no Brasil, incentiva as pessoas a informarem-se sobre como os seus animais podem ser doadores de sangue e assim, salvar a vida de outros que precisem.
Pode saber mais sobre esta campanha e apoiar estes jovens através da página no Facebook ‘Salve um amigo de 4 patas‘ e divulgando este vídeo.




Se quiser averiguar as possibilidades de o seu cão ou gato virem a tornar-se doadores de sangue e assim salvarem as vidas de outros cães e gatos, seja em Portugal ou no Brasil, consulte o seu médico veterinário, que lhe saberá dar todas as indicações.
Muitos meninos vão agradecer, seguramente.




As transfusões de sangue em animais tem evoluído muito favoravelmente nos últimos anos.
Essa evolução tem permitido salvar a vida a diversos animais, vítimas de doenças (como anemias e outros problemas de sangue) ou de acidentes/traumatismos que necessitem urgentemente de sangue para sobreviverem. Uma transfusão de sangue é, em muitos casos, o que separa a vida da morte de um animal.
No entanto, tal como acontece connosco, as transfusões só são possíveis com a ajuda de dadores.

Existem perigos para o meu animal?

Não existem perigos relevantes para o seu animal, uma vez que o processo da doação de sangue é feito de forma cautelosa e obedecendo a critérios rígidos (veja mais em baixo).
Numa doação, apenas uma pequena porção do sangue é retirado, num processo não doloroso e que também não demora mais de uma hora. Apenas é cortado um pouco de pêlo na região do pescoço onde é efetuada a colheita.

Benefícios de doar sangue

A doação de sangue é essencialmente um ato de solidariedade.
Tal como acontece no nosso caso, a qualquer momento o nosso animal de estimação pode vir a precisar de uma transfusão e, só a existência da mesma, doada por “alguém”, o poderá ajudar. Ao inscrever o seu animal como doador de sangue, está a salvar a vida de outros animais.
Além disso, alguns hospitais veterinários, como é o caso do Hospital Veterinário de Almada, oferecem regalias aos animais que são doadores de sangue, como a vacinação ou desparasitação regular. No Banco de Sangue Animal são também oferecidos despistes de doenças infecciosas, colocação de microship e exames físicos gerais.
Uma só doação de sangue por parte de um cão ou de um gato permite ajudar até quatro animais da mesma espécie.

Requisitos para ser doador de sangue

De forma a minimizar os riscos, tornar o processo seguro, livre de agentes infecciosos e proporcionar o melhor cuidado tanto para o dador como para o receptor, cães e gatos têm critérios específicos para poderem doar sangue.


Cães

  • Saudável, calmo e simpático;
  • Peso superior a 30 kg;
  • Idade entre 1 e 8 anos;
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem história de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco;
  • Não ter realizado qualquer transfusão.

 

Gatos

  • Saudável, calmo e simpático;
  • Peso superior a 3,5 kg;
  • Idade entre 1 e 8 anos;
  • Indoor a 100% (viver exclusivamente dentro de casa);
  • Apenas alimentado com dieta comercial;
  • Sem doenças infecciosas;
  • Vacinado e desparasitado;
  • Não tomar qualquer medicação além dos desparasitantes;
  • Sem história de doença grave;
  • Não apresentar sopro cardíaco.
Os critérios poderão variar ligeiramente de hospital para hospital, no entanto estes são os guias gerais e que servem de base ás doações.

Bancos de sangue veterinários

Os bancos de sangue veterinários são os locais onde se fazem as colheitas e se armazena o sangue doado pelos animais, mantendo-se em reserva até que sejam necessários, o que permite uma resposta rápida em caso de urgência.
Consulte os hospitais veterinários, divididos por localidades, que fazem parte do Banco de Sangue Animal. Visite também a página do Banco de Sangue do Hospital Veterinário Principal, e leia o folheto (em PDF) do Banco de Sangue Veterinário do Hospital Veterinário Central para mais informação.
Caso queira inscrever o seu animal de estimação como dador de sangue, ou tiver dúvidas sobre a doação e os locais mais perto de si onde o pode fazer, por favor consulte o médico veterinário assistente do seu animal, que lhe saberá dar todas as indicações necessárias.



Cinotécnico Paulo Rebelo

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

GURADIÃO CANE CORSO

A característica de socialização associada ao instinto de guarda reflete a realidade da maioria dos Cane Corsos. A raça foi acostumada por séculos a fazer uma bela parceria com o homem, o Cane Corso é ideal para quem valoriza um guardião, além de manter longe os intrusos da sua casa, o cão deixa bem à vontade as visitas de seus donos.

A desenvoltura com que a raça Cane Corso patrulha a propriedade o coloca entre as raças que marcam mais presença entre os passantes, fator psicológico valorizado na guarda. Porém, apesar da presença marcante, o Cane Corso apenas se impõe em seu território, não representando perigo real à sociedade em geral, como acontece com outros cães notadamente desequilibrados. Não se conhece notícias de algum país que inclua a raça na lista daquelas sujeitas à legislação restritiva.
O relacionamento destes cães da raça Cane Corso com os membros da família de seus donos e,excepcionalmente com as crianças, é surpreendente. Eles têm uma incrível capacidade de reconhecer os pequenos e trata-los como verdadeiros filhotes, cuidando e brincando com eles.




 


Apesar da aparência robusta e das dimensões avantajadas, o Cane Corso é muito dócil e muito compreensível com as atitudes infantis. Graças a sua grande inteligência e sensibilidade, este animal sabe acudir perfeitamente o filhote do homem, com amor e com uma incrível paciência.
Enquanto muitas outras raças de cães se demonstram inquietas e irritadas com puxões de orelhas e se sentem ameaçados ao sentirem uma criança montada em seu lombo, o Cane Corso leva essas atitudes como brincadeiras e reage da melhor forma.

CUIDADOS ANTES DE ADQUIRIR UM CANE CORSO

Adquirir um cão é sempre um ato de muita responsabilidade, independente se ele é pequeno, médio ou grande. Mas no caso do Cane Corso são cães considerados grandes e estes necessitam de uma atenção maior na sua disponibilidade em alguns fatores:

A Comida: para os proprietários de cães de grande porte necessitam de uma ração de boa qualidade, sendo assim o fator economia não deve ser levado em consideração. Até porque comida barata não é sinônimo de comer menos ou comer a mesma quantidade que é ingerido por uma comida de boa qualidade, pelo contrário a comida de baixa qualidade é geralmente ingerida em maior quantidade, fazendo com que em muitos casos ela passe a se tornar mais cara do que ade boa qualidade. Lembre que durante os dois primeiros anos de vida é a etapa de crescimento, principalmente nesta fase deve-se dar uma ração de ótima qualidade para que o cão possa de desenvolver da melhor forma possível.



O Espaço: o Cane Corso é um cão de trabalho, sendo assim necessita de espaço. Alguns criadores informam que um corredor de vinte e cinco metros já seria interessante para que o seu cão possa brincar e correr. Ao contrário de tudo que afirmou acima, sabe-se que existe relatos de cães da raça Cane Corso sendo criados dentro de apartamentos, isto reforça a qualidade da raça de se adaptar fácil a qualquer local. Sendo assim, o importante mesmo é que o cão seja bem adaptado ao local, cães criados em locais pequenos devem ter uma rotina diária de passeios, para que ele possa colocar para fora a sua vontade de correr e brincar.

 

A presença dos donos: a raça aprecia muito o contato humano, mesmo quando a personalidade do cão é forte e ele apresenta um ar de independência. Lógico que necessitar de companhia não quer dizer que ele precise de uma “babá”, mas ele gosta de ser presenteado com atenção diariamente. A disponibilidade dos donos também é importante para a educação e manutenção durante o primeiro ano de vida.
Agora que você já conhece alguns fatores importantes e você quer ter um Cane Corso junto a sua família, seu próximo passo é procurar criadores da raça, durante o contato com o criador é importante analisar o nível de envolvimento do criador e seu trabalho no desenvolvimento da raça. Verifique se realmente o criador pratica com rigor seus critérios de criação, como o cuidado ao mal que aflige a raça em grande proporção a displasia coxo-femural. É uma doença causada tanto por fatores genéticos como por problemas no manejo. Verifique se o criador possui de laudos radiográficos dos animais usados na reprodução.

Cinotécnico Paulo Rebelo

O Que se Julga Num Cão



As características específicas de cada raça são descritas por um texto que recebe a denominação de Padrão da Raça.
Os padrões oficiais das raças são elaborados pelas sociedades de criadores. Numa Exposição, o Árbitro julga os exemplares segundo um roteiro de quesitos, de acordo com esses padrões de raça.


Exame Preliminar

Faltas Desqualificantes - neste quesito, o árbitro deverá verificar se o exemplar é, ou não, portador de faltas desqualificatórias comuns a todas as raças, tais como: cegueira, surdez, mutilações ou qualquer tipo de invalidez; atipicidade; machos que não apresentem um ou os dois testículos perfeitamente perceptíveis na bolsa escrotal; faltas desqualificantes textualmente descritas pelo padrão específico de cada raça, tais como: faltas dentárias, mordedura incorreta, altura, temperamento agressivo etc. e, finalmente, a utilização de artifícios químicos, físicos ou cirúrgicos com a intenção de alterar a aparência natural, em favor das características rácicas exigidas pelo padrão.


Caráter e Temperamento - sendo o temperamento parte da bagagem genética, tem um peso acentuado na avaliação das outras qualidades. Embora não se possa fazer testes de temperamento, durante uma exposição, exceto para o grupo terrier, que tem seu teste específico, um árbitro experimentado é competente o suficiente para avaliá-lo. Durante o exame preliminar, o árbitro julga as qualidades da estrutura mental do exemplar, através da observação do seu comportamento.
 
Aparência Geral - verificação das características de porte, tipo e da harmonia do conjunto:
- proporções entre a altura, a largura e o comprimento; entre a cabeça e o tronco;
- o comprimento da pelagem, a textura, pigmentação, cor e marcações;
- estado do pêlo, presença ou ausência de subpêlo;
- substância: relação ossatura e musculatura.

Cabeça - exame das características gerais de masculinidade e feminilidade;
- da proporção crânio-focinho; da inserção e do porte das orelhas;
- da inserção, forma, cor e expressão dos olhos;
- do stop, focinho e trufa;
- da boca: os maxilares, lábios, dentadura e mordedura, a coloração da mucosa e gengiva.


Linha Superior - visto de perfil, é feita a análise da linha de contorno que vai desde a nuca, passando pela crista da face dorsal do pescoço, cernelha, ápice dos processos espinhosos, ao longo da cadeia de vértebras dorsais e lombares até a garupa, na inserção da cauda.
Neste quesito são examinados, ainda, a forma pela qual o pescoço está engastado no tronco; a posição da cernelha; resistência e elasticidade do dorso e do lombo; a posição, angulação e comprimento da garupa.

Linha Inferior também visto de perfil, é feita análise da linha de contorno que vai da ponta do esterno (manúbrio), passando ao longo do esterno e do ventre, até a linha anterior do contorno da coxa.
Aqui, são observados, ainda,
- o desenvolvimento do peito, de perfil, e do antepeito, de frente;
- forma e curvatura do arco descrito pelas costelas (visto pela frente ou por trás), conseqüentemente, o volume torácico e o grau de esgalgamento do abdome (com ou sem cinturinha).
Membros Anteriores - que incluem o ombro, o braço (úmero), o antebraço (rádio e ulna ou cúbito), a munheca (carpos e metacarpos) e o pé.
O árbitro examina a substância;
- angulações escapuloumerais;
- paralelismo dos aprumos, inclinação ou verticalidade e direcionamento dos metacarpos, formato e compacidade das patas;
- espessura, cor e resistência das almofadas plantares, dureza e aspereza da sola.
Membros Posteriores - que compreendem a garupa (coxal), coxa (fêmur), perna (tíbia e fíbula ou perônio), jarrete (tarsos e metatarsos) e as patas.
O exame é semelhante ao dos anteriores: o árbitro confere com as características da raça,
- o comprimento, largura e a inclinação da garupa;
- as angulações das coxas com a garupa, das coxas com as pernas, o prumo dos jarretes e, conforme o item anterior, as patas.
Cauda - é examinada em item separado, dada a sua importância no conjunto de características de cada raça:
- a posição da inserção na garupa;
- espessura e comprimento, incluídas as caudectomizadas;
- forma; porte e pelagem.


Visto pela frente e/ou por trás
- observação do grau de alinhamento, proximidade ou afastamento, entre os membros do lado esquerdo em relação aos do lado direito (single tracking ou em paralelo);
- o comportamento dos cotovelos;
- a direção, aprumo e firmeza dos metacarpos, durante uma passada e a
- direção, aprumo e firmeza dos jarretes, no instante da pisada.
        O segredo de um bom julgamento é a análise do exemplar durante a movimentação. É, quando o apresentador não tem como tocar seu cão, portanto não pode ajeitá-lo

Em Círculo


Visto de perfil - o árbitro, no centro da pista, pede que o condutor movimente o exemplar a trote lento, em círculo, para observar:
- a postura, o comportamento e o preparo físico do exemplar;
- o comportamento (firmeza ou oscilação) da linha superior (pescoço, dorso, lombo e garupa);
- a fluência e desenvoltura na movimentação, alcance das passadas dos membros anteriores, rendimento da propulsão dos posteriores e a cobertura de solo.
        É o momento em que a rigidez/flacidez de seu dorso se evidencia.
O comprimento da passada de cada exemplar pode ser comparada com o comprimento da passada dos outros exemplares etc.
        É, também, quando alguns apresentadores confundem a análise comparativa da movimentação com competição de velocidade e tentam correr mais, às vezes um exemplar com boa amplitude de passada fica prejudicado porque, para correr, precisou aumentar a freqüência das passadas e, como conseqüência, reduzir o tamanho do passo.

domingo, 28 de setembro de 2014

As diversas Exposições

Exposição Nacional julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Nacional.

Exposição Pan Americana - julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Pan Americano.

Exposição Internacional - julgada por um Árbitro de grupo ou de todas as raças onde os cães participam de Campeonato Internacional. 
 

Exposição Especializada de uma Raça (Monográfica) é uma mostra na qual só participam exemplares da mesma raça e têm o objetivo de esmiuçar as qualidades e faltas particulares da raça analisada. Julgada por um Árbitro especializado, normalmente, criador da raça.

Match de raça é um evento de âmbito regional, julgada por um criador da raça que promove o evento com o objetivo de formar futuros Árbitros de Exposições.
O Ritual da Exposição
 
Julgamento das raças na primeira etapa da Exposição as raças são separadas por Grupos e cada raça de cada grupo é examinada separadamente, obedecendo ao seguinte ritual:

a) Julgamento das classes as classes são separadas por sexo, idade e título. Primeiro são julgadas as fêmeas e depois os machos. Tanto as fêmeas quanto os machos são divididos em classes.

Na classe filhote são avaliados e classificados os cães com idade entre quatro e seis meses.

Na classe Novíssimos seis meses e um dia e os doze meses.

Na classe Juniores são avaliados e classificados os cães com idade entre os doze meses e um dia e os vinte e quatro meses.

Na classe seniores são julgados os cães na faixa etária de mais de vinte e quatro meses que ainda não tenham títulos, para disputar o título de Campeão.

Depois vem a classe campeonato onde são julgados os exemplares que já tenham obtido o título de campeão, para disputar o Grande Campeonato.

Na Classe Grande Campeonato só participam os Grande Campeões.

b) Julgamento do Melhor da Raça uma vez selecionados os melhores das classes a etapa seguinte é o julgamento do Melhor Macho entre os vencedores e da Melhor Fêmea entre as vencedoras. O julgamento da raça termina com o julgamento do Melhor da Raça e o Reserva da Raça entre o macho vencedor e a fêmea vencedora. No julgamento do Reserva da raça entram, também os Reservas Macho e os Reserva Fêmea conforme o caso. Se o macho ganhar entra o Reserva Macho para disputar com a Melhor Fêmea o Reserva da Raça e vice versa.

EXPOSIÇÂO CANINA REFERENCIA BRASIL

3ª EXPOSIÇÃO CANINA NACIONAL PONTA DELGADA-CAPELAS
A primeira vez que fui a uma exposição simplesmente não entendi nada. E para um leigo, o máximo que se consegue é apreciar as diferentes raças, mas até por ignorância se pode ser advertido, muitas vezes de maneira nada educada, por "passar a mão" inocentemente na cabeça de algum cão.

Vamos lá, em um evento normalmente há 3 exposições, ou seja, três juízes diferentes vão avaliar as raças. Cada juiz atuará em determinada "pista" que terá uma identificação numérica (pista 1, 2, 3). As raças são chamadas a se apresentar em cada pista, seguindo uma ordem predeterminada e horários estabelecidos pelo organizador do evento.Em cada raça, os cães são julgados, primeiramente as fêmeas e depois os machos de cada classe, que são divisões para a participação dos cães. Assim temos classes definidas por idade, para cães jovens:

- De 4 à 6 meses - Classe Inicial
- De 6 e 1 dia à 9 meses - Classe Filhote
- De 9 e 1 dia à 15 meses - Classe Jovem



E as demais classes, acima de 15 meses de acordo com os títulos conquistados:

- Classe Aberta - cães que ainda não obtiveram título de CAMPEÃO
- Classe Campeonato - cães com título de CAMPEÃO, concorrem para fechar o título de GRANDE CAMPEÃO.
- Classe Grande Campeonato - cães que já possuem o título de GRANDE CAMPEÃO.




Em cada uma das classes, se obtém a melhor fêmea e o melhor macho e depois os dois disputam qual será o melhor da classe.

O vencedor da classe inicial, disputarão posteriormente o Grupo Inicial;
O vencedor da classe filhote, disputarão posteriormente o Grupo de Filhote;
O vencedor da classe jovem, disputarão posteriormente o Grupo Jovem.

Ainda, o vencedor da classe Jovem disputará com os vencedores das demais classes (aberta, campeonato, grande campeonato), a condição de melhor da raça naquela "exposição" (na avaliação do juiz naquela pista).

O melhor da raça disputará posteriormente com os demais melhores de outras raças pertencentes ao mesmo grupo, a condição de vencedor do grupo. Existem 11 divisões de grupos (raças com alguma afinidade)

Grupo 1 – Pastores e Boiadeiros (exceto suíços);
Grupo 2 – Tipo Pinscher, Schnauzer, Molossos e Boiadeiros Suíços;
Grupo 3 – Terriers;
Grupo 4 – Dachshunds;
Grupo 5 – Spitz e Primitivos;
Grupo 6 – Sabujos e Pista de Sangue;
Grupo 7 – Aponte (caça);
Grupo 8 – Recolhedores, Levantadores e D’água (caça);
Grupo 9 – Companhia;
Grupo 10 – Lebréis e Lebreiros (galgos);
Grupo 11 – Raças em reconhecimento.


O melhor de grupo disputará com os outros 10 cães a condição de melhor da exposição (BIS - Best in Show). Os cinco primeiros recebem premiações.
Então há a disputa de BIS Inicial, BIS Filhote, BIS Jovem e o BIS Adulto.
Isso se repetirá para todas as "exposições" (as 3 pistas em cada evento).

Pode haver troca de juízes no julgamento dos grupos e das finais de exposição.
Um detalhe importante é que o cão, sendo o melhor da classe, pode ou não receber um certificado de aptidão a campeonato, como se segue:

- Classe Inicial - recebe CCI
- Classe Filhote - recebe CCF
- Classe Jovem - recebe CCJ
- Classe Aberta - recebe CAC
- Classe Campeonato - recebe CGC com uma pontuação variando de 1 a 5 pontos

As exposições podem ser Nacionais, Panamericanas e Internacionais. Então os melhores de cada raça, macho e fêmea podem ainda receber CACPAB (Exposições Panamericanas) e CACIB (Exposição Internacional).

O cão que acumular uma quantidade específica de Certificados de Aptidão pode homologar seus títulos junto a CBKC(só a partir deste momento o cão poderá ser chamado de CAMPEÃO e eventualmente concorrer em outra classe, quando for o caso).
Não pode haver mudança de classe em um mesmo evento.

ara homologar os títulos são necessários:

- 02 CCI para título de Campeão Inicial
- 03 CCF para título de Campeão Filhote
- 04 CCJ para título de Campeão Jovem
- 05 CAC para título de Campeão (para fêmeas)
- 07 CAC para título de Campeão (para machos)
- 70 pontos CGC para título de Grande Campeão (para machos)
- 50 pontos CGC para título de Grande Campeão (para fêmeas)

Obs: os pontos devem ser dados por 5 árbitros diferentes.
- 05 CACPABs para machos para título de Campeão Panamericano
- 04 CACPABs para fêmeas para título de Campeão Panamericano
Obs: concedidos por juízes diferentes, pelo menos um deles estrangeiro
- 04 CACIBS para título de Campeão Internacional

Obs: por juízes de países diferentes e pelo menos um ano de intervalo entre o primeiro e o último CACIB obtido.

Os cães com título de campeão PANAMERICANO que acumularem mais 10 (Machos) ou 8 (fêmeas) CACPABs poderão homologar o título de GRANDE CAMPEÃO PANAMERICANO, desde que atríbuidos por árbitros diferentes sendo pelo menos 3 deles não-brasileiros.

Cada vez que entra em pista, o cão deve se posicionar onde o juiz determinar e permanecer em stay, permitindo que seja tocado pelo juiz que vai avaliar sua dentição, estrutura e no caso dos machos, se há dois testículos na bolsa escrotal.

Após isso, fará uma movimentação de ida-e-volta (no caso dos siberianos, com a guia "solta"), partindo da posição onde está até o lado oposto e na volta deverá parar em stay livre (sem ajuda do handler)posteriormente uma movimentação em círculo, quando normalmente o juiz já aponta os primeiros colocados. Algumas vezes, o juiz já reposiciona os cães na ordem de escolha antes da movimentação em círculo, mas não obrigatoriamente.
Há premiações para os melhores de raça, grupo e finais, normalmente.

Os cães podem ser apresentados pelo próprio dono ou ainda por um profissional especializado, o "handler".

Para maiores informações consultem os regulamentos no site do CPC. As circulares das exposições, com horários e locais, estão disponíveis no site do Dogshow, bem como os resultados dos rankings.




sábado, 27 de setembro de 2014

O Labrador Retriever

Treino de EXPOSIÇÃO Paulo Rebelo Treino Canino
O Labrador Retriever tornou-se ao longo da história uma das mais populares raças de cachorros em todo o mundo, seja por sua beleza, por seu caráter dócil e amistoso, pelo temperamento equilibrado e alegre, ou ainda por suas notáveis capacidades intelectuais.
História da raça Labrador Retriever

O Labrador Retriever é uma raça de criação britânica, no entanto, o mais provável é que seu ancestral direto, tenha tido origem na ilha de Terra Nova, no Canadá, onde era utilizado pelos pescadores para recuperar peixes. Este cão, criado na região da ilha colonizada principalmente por ingleses e irlandeses, estava sempre presente nos trabalhos relacionados a atividade pesqueira, e colaborava com seus donos carregando cordas entre os barcos ou recuperando redes de pesca do mar. Muitos desses cães foram levados de volta a Inglaterra no início do século 19 e alguns criadores demonstraram grande interesse pela raça.
Até então conhecido por diferentes nomes, como Cão D'água de São João, Cão de São João ou ainda Pequeno Terra Nova, a raça recebeu na Inglaterra um novo nome para diferenciá-lo do grande cachorro que hoje conhecemos como Terra Nova. Passou então a ser chamado de Labrador Retriever, em alusão a ilha canadense de Labrador.

O Labrador Retriever moderno é considerado portanto, uma raça relativamente recente. O primeiro clube da raça foi formado em 1916 e o Clube do Labrador Amarelo foi fundado em 1925.



Temperamento da raça Labrador Retriever

A raça Labrador Retriever possui um excelente temperamento, é um amável companheiro, fiel e está sempre procurando agradar ao seu dono. Considerado um cão extremamente inteligente, é capaz de se adaptar em qualquer lugar, é obediente, vivo, de natureza essencialmente amigável, sem nenhum traço de agressividade ou timidez.
O Labrador Retriever é apegado ao dono e a família, e está sempre procurando uma maneira de agradar. Apaixonado por água, é considerado um cachorro brincalhão, excelente companheiro para toda a família, demonstrando alto nível de tolerância com as crianças e também com outros animais. Ativo, extrovertido, e cheio de energia, é um cachorro que adora brincar e é perfeitamente capaz de acompanhar o ritmo acelerado das crianças.
É, sem dúvida, uma raça de inúmeras qualidades. Muito sensível, inteligente, capaz e bem humorado, o Labrador Retriever emprega todas essas qualidades em diversas outras funções, além de ter se tornado um dos preferidos cães de companhia para famílias. É um cão rápido, atlético, de apuradíssimo faro, e essas características o tornaram um excepcional farejador, um inigualável cão guia e um espetacular cão de busca e salvamento, entre outras tantas funções que também desempenha com desenvoltura.



Descrição e aparência da raça Labrador 
Retriever

FOTO de Paulo Rebelo - Treino Canino
O Labrador Retriever é uma belíssima raça de porte médio a grande. O aspecto geral da raça Labrador Retriever é o de um cão de constituição robusta, curto e sólido, muito ativo, de lombo e traseira largos e robustos, de pelo curto, aderente e sem franjas, com presença de um espesso sub pelo.
A cabeça do Labrador Retriever é larga, apresentando um focinho forte, não pontudo, com stop definido e trufa larga, com narinas bem desenvolvidas. Os olhos do Labrador Retriever são de tamanho médio, expressam inteligência e bom temperamento, de cor castanha ou avelã. A cauda, grossa na base, é outra característica própria da raça. De comprimento médio, a cauda está praticamente desprovida de franjas, mas é inteiramente coberta com a pelagem curta e espessa, típica dos cachorros da raça Labrador Retriever.

A pelagem é considerada mais um ponto importante para a raça Labrador Retriever. É uma pelagem curta, espessa, sem ondulação, muito dura ao tato, e apresenta um sub pelo resistente à água. A pelagem pode ser inteirmente preta, fígado (chocolate) ou amarela. Esta última, pode variar entre o vermelho e o creme. A cor é uniforme e não apresenta pintas ou manchas. De acordo com o standard oficial da raça, uma pequena mancha branca no peito é permitida.


De porte médio, o tamanho dos exemplares machos da raça Labrador Retriever pode variar entre 56 e 57 cm, medidos sempre a altura da cernelha. Para as fêmeas, a altura deve ficar entre os 54 e 56 cm.


Paulo Rebelo

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